Artigos Públicados
 
Nunes - Uma Família na História - Por Reginaldo Miranda
Fonte: Reginaldo Miranda | Publicado em: 23/12/2012  
 

 

Reginaldo Miranda
Presidente da academia Piauiense de Letras

 

Os Nunes constituem uma das mais antigas famílias piauienses, oriunda de Portugal com vetustas raízes na Espanha.

Segundo a tradição oral, essa família teve início com a chegada de cinco irmãos ao território que mais tarde se constituiria na Capitania do Piauí, depois Província e Estado de mesmo nome. Embora sem dados para comprovar a veracidade dessa velha tradição familiar, encontram-se registrados nos anais da história piauiense a existência de cinco colonizadores com nome Nunes, ainda no século XVII. De fato, quando o padre Miguel de Carvalho veio ao Piauí instalar sua primeira freguesia, que fora desmembrada da de Nossa Senhora da Conceição de Cabrobó, sob a invocação de Nossa Senhora da Vitória do Brejo da Mocha do Sertão do Piauí, percorreu todo o vasto território da nova freguesia durante os anos de 1693 a 1697, nele encontrando 129 fazendas, onde moravam 441 moradores cristãos batizados, além de um arraial de paulistas com aproximadamente 164 moradores, totalizando 605 cristãos batizados na nova freguesia do Piauí, entre brancos, negros, índios, mulatos e mestiços. Foram esses os primeiros representantes do império lusitano a desbravarem o Piauí. E entre os moradores brancos portugueses que iniciaram a colonização portuguesa na bacia oriental parnaibana como posseiros, se encontrava cinco cidadãos de nome Nunes. Seriam eles os cinco irmãos de que guardou memória a tradição oral? Difícil se dizer, embora não impossível depois de uma criteriosa pesquisa. A não coincidência do nome e sobrenome completo não é suficiente para negar a indagação, vez que naqueles tempos a criança era batizada apenas com o prenome, às vezes modificando nome e sobrenome na idade adulta para homenagear um padrinho ou outra personalidade de sua predileção. Não é duvidoso que essas modificações tenham ocorrido com esses cinco irmãos(?), conservando o nome da família mas alguns acrescentando sobrenome de um padrinho ou ancestral remoto. Foram então encontrados pelo padre Miguel de Carvalho e relacionados na sua Descrição do Sertão do Piauí, datada de 2 de março de 1697, os seguintes representantes da família Nunes, no sertão do Piauí:

CAPITÃO ANTÔNIO NUNES, criador na fazenda Poções de São Miguel, no vale do rio Canindé, há cerca de oito léguas de suas nascentes. Era, portanto, o principal morador daquela região, o único com patente militar, representando o poder em todo o curso daquele rio. Era o único cristão batizado residindo na referida fazenda, possivelmente ajudado por índios não batizados. Na ata de instalação da freguesia de Nossa Senhora da Vitória, que deu origem à cidade de Oeiras, aparece com o nome completo de Antônio Nunes Barreto.

GONÇALO NUNES TEIXEIRA, criador estabelecido na fazenda Boa Vista, também no curso do rio Canindé, distante trinta e três léguas de suas nascentes e vinte e cinco da fazenda de seu parente, onde residia em companhia de dois negros.

ANTÔNIO NUNES, segundo do nome, residia em companhia de Estêvão Borges, possivelmente seu sócio, e mais uma mulata e dois negros, na fazenda Serra, margem do riacho Itaim-Mirim, hoje apenas Itaim, primeiro afluente do rio Canindé em sua banda norte, correndo de nascente a poente. Essa fazenda era situada três léguas distante das nascentes do mesmo riacho e nove léguas de sua foz no rio Canindé. Era, portanto, o terceiro Nunes residente na bacia do rio Canindé.

JOSÉ NUNES FERREIRA, criador residente na fazenda São Mateus, em companhia de Manuel do Vale e de quatro negros. Essa fazenda se situava no curso do rio São Vítor, hoje Sambito, afluente do Poti, naquele tempo chamado Itaim-Açu, próxima à atual cidade de Valença do Piauí.

 PEDRO NUNES PINHEIRO se faz presente na assembléia de criação da nova freguesia de Nossa Senhora da Vitória, assim como João Alves de Oliveira, entre outros, embora ambos não sejam relacionados pelo padre Miguel de Carvalho como moradores em quaisquer das 129 fazendas por ele indicadas. Contudo, eram moradores do Piauí e assinaram a ata da reunião. O historiador Odilon Nunes opina com fundamentação que eram eles moradores no “arraial dos paulistas”, razão pela qual não aparecem na lista das fazendas. Teriam acompanhado o Capitão-mor Francisco Dias de Siqueira à mesma reunião, sendo eles três que comandavam os índios do mesmo arraial. Odilon Nunes acrescenta que o Visconde de Taunay diz ser paulista o criador Pedro Alves de Oliveira, que residia na fazenda Pobre, junto a uns olhos d’água, na barra do rio Piauí. Então, como possui o mesmo apelido familiar daquele, o citado historiador opina que este também seja paulista. Dessa forma, em sendo paulista dois dos três comandantes dos índios estabelecidos no arraial de Santa Catarina, mais conhecido por “Arraial dos Paulistas”, hoje cidade de Valença do Piauí, e em ali também residindo, mui provavelmente Pedro Nunes Pinheiro era paulista. Dessa forma, em sendo irmãos ou parentes, fica indicado o caminho dos primeiros representantes da família Nunes que se estabeleceram no sertão do Piauí: de Portugal teriam vindo para a vasta Capitania de São Paulo, não necessariamente para o atual Estado de São Paulo, de onde passaram ao Piauí. E mais: tendo vindo na bandeira paulista que entrou no Piauí durante o ano de 1661 ou 1662, fundando o arraial de paulistas, se constitui a família Nunes numa das mais antigas colonizadoras do território piauiense, ainda hoje existindo quando muitas de suas contemporâneas já desapareceram da genealogia piauiense.

Assim, identificados esses primeiros troncos piauienses da família Nunes, faz-se necessário outro trabalho delicado: identificar a descendência de cada um e descobrir de qual deles descende o ramo da família estudada, osNunes do Médio-Parnaíba piauiense, cujo ancestral mais remoto documentadamente definido é o antigo vereador e juiz ordinário da vila de Valença(1790/1791), hoje Valença do Piauí, Pedro José Nunes. Como na mesma povoação(Valença é o antigo arraial de paulistas), residia cem anos antes Pedro Nunes Pinheiro, fica-se  tentado a pensar que seja ele ancestral(avô ou bisavô) do juiz ordinário de mesmo nome (ambos Pedro Nunes). Nessa linha de raciocínio estaria estabelecida a ancestralidade da família Nunes, do Piauí, objeto dessas notas genealógicas. Por seu turno, é provável que o também vigário de Valença(1757 – 1779), Manuel Nunes Teixeira seja filho ou neto do criador Gonçalo Nunes Teixeira, relacionado na Descrição do Sertão do Piauí. E por ser primo mais velho de Pedro José Nunes, tenha facilitado seu acesso aos cargos públicos naquela vila.

 

PEDRO JOSÉ NUNES(c.1760 - 1845), patriarca mais remoto a quem chegam os documentos até agora estudados, provavelmente é filho da freguesia de N. Sra. do Ó e Conceição (Valença do Piauí), onde desempenhou saliente papel e ocupou elevados cargos públicos. Entretanto, parece que residia no vale do rio Berlengas, na parte que foi cedida para formar o território da vila de São Gonçalo, passando, assim, ao novo termo desde sua emancipação política em 1833. Esta, embora desmembrada do termo de Oeiras, levou grande área territorial do termo de Valença e uma pequena parte de Jerumenha. Desta forma, a partir de 1833, o antigo vereador de Valença, provavelmente sem mudar de domicílio, passou ao novo termo da vila de São Gonçalo, com todos os seus filhos, ficando, porém, outros parentes colaterais na vila de Valença. Logo mais, sua descendência iria desempenhar saliente papel na política, na lavoura, na pecuária, no comércio, nas letras, nas profissões liberais e em outros setores da atividade humana, na nova vila do Médio-Parnaíba piauiense. Desde cedo alguns de seus descendentes se elegem para a Câmara Municipal da nova vila de S. Gonçalo, porém, com a transferência desta para Amarante, em 1861, cedo seus descendentes deixam a lavoura e vão ascender entre os principais comerciantes do lugar. Em 1857, seus netos Pedro e Gil José Nunes, irmãos, se transferem para a próspera cidade de Parnaíba, então principal praça comercial da Província do Piauí, onde fundam a empresa Nunes & Irmão Ltda. Não tardam a levar outros parentes para a mesma vila, de forma que ainda hoje existe um ramo dessa família naquela cidade. Em pouco tempo o empresário Pedro José Nunes, então próspero comerciante, convola núpcias com uma bela jovem da vila de Piracuruca, que conhecera em Parnaíba, provavelmente estudando em alguma escola, Luísa Amélia de Queirós, que mais tarde se revelaria uma das principais poetisas do Piauí, patrona de uma das cadeiras da Academia Piauiense de Letras. Então, com o crescimento da empresa comercial e o aumento da navegação no rio Parnaíba, em 1873 o irmão Gil José Nunes, retorna a Amarante, onde funda uma filial da casa comercial e casa-se com uma prima materna. Dessa forma, permanecem por muitos anos os dois irmãos e sócios, comerciando entre Parnaíba e Amarante, os dois principais portos do rio Parnaíba, em volume de negócios. É que o rio somente oferecia calado para a navegação até a cidade de Amarante, chegando grande quantidade de mercadorias àquele porto, sendo levada para as vilas do interior da Província no lombo de animais. E os irmãosNunes foram pioneiros nesse comércio, amealhando alguns haveres. Por esse tempo o renomado escritor Clodoaldo Freitas, traçando o perfil da poetisa Luísa Amélia de Queiroz, em seus Vultos Piauienses, destaca a estabilidade financeira da poetisa, viúva de Pedro Nunes. E com a morte deste casou-se ela novamente com Benedito Rodrigues Madeira Brandão, empregado de confiança da empresa comercial. Enfim, com a morte do irmão primogênito, ou pouco antes desfaz-se a bem sucedida empresa comercial, seguindo a viúva com a loja de Parnaíba e ficando o empresário Gil José Nunes, com a de Amarante, agora com nova razão comercial denominada Nunes & Ribeiro Ltda. Para dizer do sucesso comercial desse outro sócio, frisa-se a edificação da aprazível casa residencial que ergueu em Amarante, ainda hoje existente, atualmente de propriedade do Estado. Nela é mantido o museu, arquivo e biblioteca da cidade, com o nome de “Casa Odilon Nunes”, em homenagem ao ilustre historiador, que ali nascera filho do proprietário. Então, a sempre referida pobreza de Odilon Nunes, não é de origem, mas advinda da profissão que abraçou: professor e historiador, o que não o impediu de projetar seu nome nacionalmente.

Para fechar esta parte, lembramos que, desde a emancipação política da vila de S. Gonçalo em 1833, os Nunes participaram ativamente da vida política, econômica e social da nova municipalidade. Já para a primeira legislatura da Câmara Municipal(10.11.1833 – 07.01.1837) concorreu Benedito José Nunes, filho do antigo juiz ordinário de Valença, e embora não ficando entre os cinco mais bem votados, que assumiram no ato de posse ocorrido em 10 de novembro de 1833, atingiu a média de votação permanecendo como suplente e participando de diversas sessões, a exemplo da ocorrida em 15.07.1835, quando assinou a ata dos trabalhos. A verdade é que, ganhando ou perdendo, como é natural em política, participaram dos mais variados pleitos eleitorais, sendo efetivamente eleitos para a Câmara Municipal de S. Gonçalo, em legislaturas diversas, três dos quatro filhos varões de Pedro Nunes:o referido Benedito José Nunes, Gonçalo José Nunes e Elias José Nunes; somente não participou da Câmara Municipal Pedro José Nunes, filho, parecendo que faleceu muito jovem ou mudou para outro termo; ainda foi eleito nesse período, Arnaldo José Nunes; após a transferência da sede municipal para Amarante, ainda foram eleitos vereadores da municipalidade Camilo José Nunes e Gil José Nunes, com Ernesto José Nunes obtendo uma suplência. Muitos também deixaram as atividades rurais e enveredaram pelo comércio, a exemplo dos já citados Pedro José Nunes, neto, Gil José Nunes e de José Alves Nunes, marcando um novo período de ascensão dessa família em Amarante, a partir de 1873. A geração que sucedeu esses pioneiros projetou o nome do poeta Cesário Nunes, precocemente falecido, do historiador Odilon Nunes, membro da Academia Piauiense de Letras, do médico Djalma Nunes, prefeito de Floriano, e dos deputados estaduais Afrânio Nunes e Adolfo Nunes, esses, pai e filho, respectivamente. Em suma, são esses e alguns outros os Nunes de Amarante, cuja fundação da vila data de 16 de junho de 1861. Nessa data se efetivou a transferência da sede municipal da povoação de S. Gonçalo para o Porto, depois de renhida disputa entre os moradores da velha povoação. A vila de Amarante, depois foi elevada à categoria de cidade em 1872, passando a ser uma das principais praças comerciais da Província/Estado. Além dos Nunes projetou muitos outros filhos no cenário nacional. Infelizmente, caiu em declínio na década de 1920, passando a sua elite intelectual, comercial e política para a vizinha cidade de Floriano, onde dominaram a cena por algum tempo. Basta citar os nomes de Djalma José Nunes, prefeito da mesma cidade eleito em 1935, e dos dois cunhados deste, Osvaldo da Costa e Silva e Theodoro Ferreira Sobral, deputados estaduais, o primeiro foi também vice-governador do Piauí e o segundo foi Interventor Federal no período de 1947/1948. Posteriormente, os filhos desta mesma elite política vão se transferir para a cidade de Teresina, Capital do Estado, onde continuam a exercer cargos de destaque.

Em Regeneração, antiga povoação de São Gonçalo Velho, outrora vila de São Gonçalo, primeira sede municipal, se estabeleceram outras ramificações da família Nunes. Foi essa vila novamente emancipada em 2 de dezembro de 1882, desta feita com o nome de Regeneração, atendendo aos ditames da Lei Provincial n.º 896, de 23 de junho de 1875. Liderou o movimento emancipacionista um bisneto do patriarca Pedro José Nunes, de nome Raimundo Gomes da Silva. Por ser descendente de uma de suas filhas mulheres, não traz o nome Nunes. Então, esse líder domina a cena política desde a reemancipação da vila de Regeneração em 1882 até sua morte em 1933. Foi a “era dos Gomes”, nem por isso alheia à família Nunes. Durante esse período o coronel Raimundo Gomes elegeu a parentela para os mais diversos cargos públicos, como foi demonstrado em outro trabalho de nossa autoria. Mesmo assim, alguns descendentes de sobrenome Nunes se elegeram vereadores e/ou conselheiros municipais, a saber: Rogério José Nunes (1887 – 1890) e João José Nunes (1897 – 1901); Deolindo José Nunes disputa eleições e, eventualmente, na qualidade de suplente é convocado para participar dos trabalhos a partir de 1901; o mesmo ocorre com Raimundo José Nunes Sobrinho (1913 – 1916). Contudo, a ascensão dos Nunes, propriamente ditos, deu-se em 1933, com a morte daquele líder. A transição foi sem traumas, pois consta que o coronel Raimundo Gomes, já no leito de morte, chamou seus primos Nunes e lhes passou o comando político do Município. Os Nunes, então, ascenderam ao poder imediatamente, com a indicação de Hermes Teixeira Nunes, casado com uma neta do velho coronel, para o cargo de promotor público da localidade(1933), então termo judiciário de Amarante; foi também eleito vereador em 1935. Em 1934, Francisco de Paula Teixeira Nunes, o Mestre Velho, foi indicado prefeito municipal de Regeneração. E o comerciante Gonçalo Teixeira Nunes, irmão dos precedentes, foi eleito deputado estadual também em 1934. No entanto, desde o início da década de 1920, o capitão Severino Teixeira Nunes, vinha ocupando o cargo de conselheiro municipal e depois exator estadual. Mais tarde, Otávio Teixeira Nunes, então comerciante, iria assumir o cargo de Tabelião Público. Estava, assim, consolidada a ascensão dos Nunes na política regenerense. Desde então nunca se afastaram do comando político daquela cidade, embora tenham perdido algumas disputas eleitorais, como é natural em política. Durante todos esses anos tiveram diversos membros no comando da administração pública municipal, tais como: Francisco de Paula Teixeira Nunes(21.02.1934 a 28.07.1938; 17.05.1939 a 14.11.1945; e, 1955 a 1959), Hermes Teixeira Nunes(06.10.1938 a 17.05.1939) e Gonçalo Teixeira Nunes(1963 a 1967 e 1973 a 1977), da primeira geração; da segunda geração foram prefeitos municipais, Augusto Carlos Teixeira Nunes(1967 a 1971 e 1983 a 1988) e Alfredo Alberto Leal Nunes (01.01.2001 a 31.12.2004); Raimundo Pereira de Vasconcelos, prefeito no período de 21.04.1948 a 1951, é primo dos antecedentes, por quem foi apoiado, trineto do patriarca Pedro José Nunes; Francisco Edmilson Cavalcante, prefeito nos períodos de 1989 a 1992 e 2005 a 2008, é genro do ex-prefeito Francisco de Paula Teixeira Nunes. Foram ainda eleitos deputados estaduais, os seguintes: Gonçalo Teixeira Nunes, eleito em 1934; Francisco de Paula de Teixeira Nunes alcançou uma suplência no pleito travado em 1947, assumindo o cargo em 1948, por breve período; Alfredo Alberto Leal Nunes, elegeu-se deputado estadual nas décadas de 1950 e 1960; Wilson de Andrade Brandão, era genro do ex-deputado Gonçalo Nunes, elegeu-se deputado estadual por vários mandatos nas décadas de 1960, 1970 e 1980; por fim, Wilson Nunes Brandão, filho do precedente, vem elegendo-se deputado estadual, sucessivamente, desde 1986. Portanto, de certa forma, por mais de setenta anos esse ramo familiar dos Nunes vem mantendo uma vaga na Assembléia Legislativa do Estado.

Diversos outros membros dessa família se elegeram para a Prefeitura e Câmara Municipal de outros municípios piauienses, a exemplo de Floriano, Canto do Buriti, Elesbão Veloso, Várzea Grande, Francinópolis, Angical do Piauí, São Pedro, São Gonçalo do Piauí, Palmeirais, Arraial, Francisco Aires, Jardim do Mulato e outros municípios piauienses, conforme se verá com a leitura do livro.

Os Nunes, também, têm tido uma boa participação nas letras piauienses, trazendo uma enorme contribuição ao Estado, a exemplo de: Luísa Amélia de Queiroz Nunes(1838 - 1898), poetisa de grandes méritos, foi a primeira mulher piauiense a publicar livros, patrona de cadeiras nas academias piauiense e parnaibana de letras, sendo casada com o empresário Pedro José Nunes; Odilon Nunes, autor de diversos livros, membro da Academia Piauiense de Letras, é considerado o principal historiador piauiense; M. Paulo Nunes, ensaísta e crítico literário de expressão nacional, membro da Academia Piauiense de Letras, já foi premiado pela Academia Brasileira de Letras; foram também membros da Academia Piauiense de Letras o jurista Wilson de Andrade Brandão e o romancista José de Ribamar Oliveira, todos casados na família Nunes; Amandino Teixeira Nunes, jornalista brilhante, procurador de justiça aposentado, pertence à Academia de Letras do Médio-Parnaíba; Alberto Leal Nunes, jornalista de grandes méritos, é patrono de uma cadeira na Academia de Letras do Médio-Parnaíba; Afrânio Messias Alves Nunes, autor de um livro de memórias, por muito tempo presidiu a referida Academia de Letras do Médio-Parnaíba; Amauri Teixeira Nunes, professor de Direito, conferencista, ex-secretário de Estado, é autor de alguns trabalhos de cunho histórico e literário; Abelardo Teixeira Nunes, procurador de justiça em Minas Gerais, é autor de livros de poesia e contos; Maria Augusta Nunes de Carvalho, bacharela em Direito, é também autora de livro ainda inédito; João Beckman Nunes de Carvalho, filho da precedente, professor da UFPI, com doutorado na área de educação, é também autor de alguns ensaios e tem um livro inédito; a professora Maria de Lourdes Leal Nunes de Andrade Brandão, recentemente publicou livro reunindo artigos sobre a personalidade de seu esposo, ex-deputado Wilson de Andrade Brandão; o deputado Wilson Nunes Brandão, membro da Academia Piauiense de Letras, publicou livro e artigos versando sobre política piauiense; também, o dramaturgo José Gomes Campos, escritor reconhecido em nível nacional e o poeta e genealogista Armando Gomes da Silva, autor de três livros, são descendentes desta família.

Em síntese, é este o perfil da família cujas notas para a reconstituição de sua árvore genealógica ora se publica.


Antigos Anteriores

Voltar | Página principal

 


APL - Academia Piauiense de Letras - Copyright 2009 © - Política de Privacidade
Av. Miguel Rosa, 3300/Sul Centro - CEP: 64000-000 - Teresina - Piauí - Fone: (86) 3216-1723