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Manoel Pinheiro Ozório - Reginaldo Miranda
Fonte: Reginaldo Miranda | Publicado em: 13/05/2012  
 

Reginaldo Miranda
Presidente da Academia Piauiense de Letras

Há algum tempo tivemos oportunidade de escrever sobre o Sargento-mór Manoel Pinheiro Ozório, um dos patriarcas da família Miranda, no Piauí, especificamente o ramo Miranda Osório, que deixou o termo de Oeiras e se estabeleceu em Parnaíba. E esse artigo foi incluído no livro Piauí em Foco, editado no ano de 2003. Entretanto, analisando a documentação microfilmada no Arquivo Histórico Ultramarino, de Lisboa, faz-se necessário complementar suas informações biográficas. Nasceu em Valongo, Bispado do Porto, filho de Antônio Pinheiro. Militar por vocação, ainda no Bispado do Porto, sentou praça no posto de soldado, em 8 de janeiro de 1756, passando a furriel e, em 25 de agosto de 1759, a tenente do Regimento da Infantaria da Guarnição da Praça de Faro. Nesse posto passou ao Brasil, servindo inicialmente no Rio de Janeiro, onde apresentou-se a 12 de Janeiro de 1759, vindo de Lisboa. Em 10 de fevereiro de 1760, seguiu para a Colônia de Sacramento, que era anexada ao Brasil, servindo no Regimento do coronel José Ignacio de Almeida, onde permaneceu até 1º de dezembro de 1762, quando essa praça capitulou, retornando, assim, para o Rio de Janeiro, onde continuou até 17 de abril de 1763. Passando ao Estado do Grão-Pará e Maranhão, em 26 de agosto de 1765, sentou praça de tenente-agregado no Regimento da Guarnição da Praça de S. José de Macapá, onde serviu até 1º de novembro de 1765. Nessa data foi destacada para a fortaleza de Arona(N. Sra. das Mercês), onde permaneceu até 28 de fevereiro de 1766. Então, passou à praça de Belém, servindo até 18 de setembro de 1766, quando se ausentou para comandar um destacamento e, retornando para Belém, em 18 de fevereiro de 1767, servindo novamente nessa praça até 1º de julho do mesmo ano. Então, passou a tenente de granadeiros do Regimento da Guarnição de Belém, de que foi coronel Nuno da Cunha de Ataíde Varona, exercendo nela o Real serviço até 12 de março de 1768. Dessa data até 7 de abril, esteve por comandante do Destacamento da Fortaleza da Barra, retornando à praça de Belém e servindo até 20 de julho do mesmo ano. Então, passou diversos períodos entre esses dois comandos: Fortaleza da Barra (20.07.1768 a 12.08.1768; 06.02.1769 a 05.03.1769; 02.09.1769 a 05.10.1769) e Praça de Belém (12.08.1768 a 06.02.1769; 05.03.1769 a 02.09.1769; 05.10.1769 a 01.02.1771).

Então, em 1º de fevereiro de 1771, teve baixa na praça de Belém, para ocupar o posto de Sargento-mór de Cavalaria Auxiliar do Piauí, em cuja praça se apresentou a 26 de agosto de 1771, com soldo de 76$000 por mês. Foi provido no posto pelo general do Estado Fernando da Costa Ataíde Teive e, mais tarde confirmado pelo rei. Serviu nesse por largos anos. Conforme certidão exarada em 12.07.1803, quando pleiteava o restabelecimento de seus soldos, reduzidos pelo governador Dom João de Amorim Pereira, se comprova 31 anos, 11 meses e 21 dias de serviço no Piauí. Também, comprova na mesma certidão ter servido como adjunto militar do governo (interino) do Piauí, de 1º de maio de 1781 a 4 de setembro de 1788 e de 5 de março de 1790 a 19 de dezembro de 1797, quando passou o governo ao novo governador referido acima.

Foi, portanto, figura de primeira grandeza no Piauí Colonial. E sobre seus relevos de personalidade já tivemos oportunidade de exaltar, sendo esse artigo apenas a complementação das informações anteriores.
 


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