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Mulheres buscam espaço na Academia Piauiense de Letras
Fonte: Assessoria | Publicado em: 06/03/2014  
 
Apesar da predominância dos homens em alguns ambientes, as mulheres tem conquistado espaços e se destacado em diversos setores. Recentemente o Piauí assistiu a eleição da professora Socorro Rios Magalhães para a cadeira nº 6 da Academia Piauiense de Letras – APL. Anteriormente a cadeira era ocupada pelo notável escritor O.G. Rego de Carvalho.
 
A luta pela igualdade de direitos entre homens e mulheres é bastante antiga. Ainda assim, há muitos índices que demonstram que na prática profissional a diferença entre os gêneros é notável. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada no ano de 2013, os homens ainda ganham mais do que as mulheres. Segundo o estudo, a renda média mensal masculina no ano analisado foi de 1698,00 reais, e das mulheres, de 1 238,00 reais.
 
 
No ambiente da Academia Piauiense de Letras o número de homens ainda é bastante superior ao de mulheres. Socorro Magalhães que é escritora e docente da Universidade Estadual do Piauí - UESPI, se juntou as imortais Fides Angélica, Nerina Castelo Branco e Terezinha Queiroz, que são as únicas mulheres em um grupo de 40 imortais da Academia.
 
De acordo com a professora Socorro, que foi professora da Universidade Federal durante 20 anos, a própria Academia Brasileira de Letras – ABL, demorou a aceitar mulheres como imortais. “Há o caso da escritora piauiense Amélia Beviláqua que não pôde ingressar na ABL. Segundo os imortais da época, o estatuto trazia o termo ‘acadêmico’ no masculino, o que de acordo com os escritores seria um empecilho para o ingresso de mulheres já que o texto não mencionava a palavra ‘acadêmica’. Amélia sequer conseguiu se inscrever”, relata Socorro que é estudiosa da literatura piauiense.
 
O acadêmico e historiador Fonseca Neto afirma que o ideal seria uma futura equiparação. “Ainda há poucas mulheres. O caminho natural é que futuramente haja um equilíbrio. Infelizmente existe uma distorção numérica em muitas áreas no que diz respeito a homens e mulheres. Essa distorção também se reflete aqui. Porém, sabemos que há muitas intelectuais mulheres e que as mesmas possuem mais anos de estudo que os homens”, analisa o historiador que é o ocupante da cadeira nº 1 da APL.
 
Para Socorro Magalhães, uma das explicações para a atual diferença numérica entre o número de homens e mulheres nas Academias de Letras, em geral, é o fato de que “o mundo das Letras até hoje é um reduto masculino. Algumas atitudes imperaram por muito tempo mesmo entre os intelectuais, que não permitiam que suas filhas ou esposas se expusessem por meio da literatura. Hoje isso mudou”, finaliza a professora.

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